As autoridades brasileiras libertaram, em 2006, 3266 pessoas que viviam em condições semelhantes à escravatura. O número é inferior ao de 2005, em que foram libertadas 4113 escravos. Na informação divulgada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), no Brasil, no fim do ano passado, com base em números proporcionados por fontes oficiais, só no Brasil estima-se que haja entre 25 mil e 40 mil pessoas que trabalham em situações de escravidão, na sua maioria em zonas agrícolas limítrofes com a selva da Amazónia.
Os escravos libertados, segundo a OIT, são na sua maioria homens entre os 18 e os 40 anos, que deixam zonas pobres nos estados do Norte e do Noroeste do país, entre eles o Piauí e o Pará, em busca de uma oportunidade de trabalho noutras regiões.
Esses trabalhadores, sem escolaridade, quando chegam ao local de trabalho costumam ser informados de que devem dinheiro aos proprietários das terras pelos gastos com a viagem e começam assim a trabalhar já endividados. Segundo o Ministério do Trabalho brasileiro, nas 101 operações realizadas em 184 fazendas, na sua maioria no estado do Pará (na Amazónia), foram libertados 3266 escravos.
Em 2005, em menos operações (82), foram libertadas 4113 pessoas em 185 fazendas. O ano em que mais escravos foram libertados foi o de 2003 5090 pessoas. Entre 1995 e 2006, foram libertados, no Brasil, 21249 trabalhadores escravos. A OIT no Brasil estima que existam 21 milhões de escravos no Mundo.

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