sábado, 28 de abril de 2007

Internacional.5---Casamentos "online", sem sucesso!!!

Os casamentos promovidos pela Internet duram menos, concluiu um estudo da ABC, noticia a agência de notícias ANSA. Cerca de três milhões de casais norte-americanos foram originados por sites de casamentos como «Mary.com» e «eharmony.com», que há dez anos oferecem aos norte-americanos o sonho de um casamento feliz.

Faltam estatísticas precisas, «mas pode-se racionalmente julgar que os casamentos gerados pela Internet têm uma probabilidade maior de acabar em divórcio em comparação com os casamentos gerados por encontros tradicionais», diz o estudo, que relata opiniões de especialistas do sector.

O projecto chama-se PEW (Internet and American Life Project). A fórmula que os autores escolheram para denominar a pesquisa teve a intenção de exprimir especificamente o tipo de oferta que os sites em questão propõem há anos, que é a possibilidade de um encontro amoroso para formar um projecto de vida que, pela Internet, chega ao altar.

«Não há estatísticas sobre divórcios das pessoas que se conheceram online. Mas uma coisa é certa: assim como os casamentos que se iniciaram tradicionalmente, as histórias amorosas promovidas pela rede nem sempre têm uma conclusão feliz», afirma o estudo.

Mudanças de estratégia

A prova de que os casamentos iniciados online resultam pior do que outros, segundo o estudo, está no facto de os próprios sites que os promoveram estarem hoje em dia a recorrer a novas estratégias comunicativas, «para assegurar que os casamentos prometidos sobrevivem mais do que uma lua-de-mel».

O site «Mary.com», por exemplo, está a especializar-se em promover «a qualidade e a longevidade das relações», enquanto o «eharmony.com» criou o que define como «relationship Lab», um laboratório de relações, onde alguns casais são acompanhados por pelo menos cinco anos «para ver se e quanto e como os seus casamentos duram».

Segundo o estudo da ABC, trata-se de uma tentativa de prevenir os divórcios de maneira activa. O próprio fundador do site «Mary.com», Pat Dimes, diz: «Não acredito muito na química dos encontros online. A química que funciona é aquela dos encontros offline, que possam continuar depois».

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